PGJ do Acre assina acordo para reforçar combate à corrupção

O evento reuniu procuradores-gerais de Justiça e membros de MPs de todo o país

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Tribunal de Contas da União (TCU) assinaram, nesta segunda-feira (21), um acordo de cooperação pelo qual o TCU viabilizará, aos ramos e unidades do Ministério Público, acesso remoto ao Laboratório de Informações de Controle (LabContas). A procuradora-geral de Justiça do MP acreano, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, participou da agenda.

A assinatura do acordo foi feita pela presidente do CNMP, Raquel Dodge, e pelo presidente do TCU, Raimundo Carneiro, durante a abertura da 1ª Ação Nacional de Enfrentamento à Corrupção, que ocorre na sede do CNMP, em Brasília (DF).

“Com esta iniciativa e com a devida troca de conhecimentos, informações e base de dados, quem ganha é a sociedade, com o aperfeiçoamento e otimização de processos no combate à corrupção e na melhoria da qualidade dos gastos públicos”, diz Kátia Rejane.

O laboratório

O LabContas é um ambiente tecnológico por meio do qual são disponibilizadas bases de dados da Administração Pública e diversas ferramentas de análise de dados, que permite a obtenção de informações que possam ser utilizadas na atuação do Ministério Público relativa a ações de controle e de combate à corrupção.

A cooperação permitirá, também, que as unidades e ramos do Ministério que aderirem ao acordo forneçam dados de interesse fiscalizatório, notadamente aqueles relativos às ações de investigação de pessoas físicas e jurídicas no âmbito do Ministério Público em razão da prática de improbidade administrativa.

O acordo tem por objetivos conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública, fortalecer a atuação coordenada de combate à corrupção e contribuir para melhoria da Administração Pública por meio da transferência de tecnologias, conhecimentos e do acesso a sistemas e compartilhamento de informações constantes de bases de dados a cargo das instituições participantes.

A cooperação pretendida pelos ramos e unidades do MP que aderirem ao acordo consistirá no intercâmbio de tecnologias, informações e bases de dados; disponibilização de dados e informações por meio de web service, extrações periódicas ou fornecimento de cópias de bases de dados contempladas no objeto do acordo; realização de trabalhos conjuntos em áreas de interesse comum; capacitação mútua, por meio de treinamentos, seminários ou outras atividades correlatas que visem à qualificação dos técnicos das unidades envolvidas, em especial no desenvolvimento profissional em atividades de análise de dados, inteligência e combate à corrupção; compartilhamento e desenvolvimento conjunto de metodologias, processos de trabalho e tecnologias específicas da atividade de análise de dados e inteligência.

Em relação ao acordo, constituem atribuições do CNMP: promover articulação interinstitucional no âmbito do Ministério Público para alcance dos objetivos e elaborar relatório consolidado com as informações prestadas anualmente pelos ramos e unidades do MP, contendo os principais trabalhos e resultados alcançados.

 

Ação Nacional de Enfrentamento à Corrupção

Durante a agenda, a procuradora-geral do MPAC também participa até terça-feira (22), da 1ª Ação Nacional de Enfrentamento à Corrupção, promovida pelo CNMP, por meio da Comissão de Planejamento Estratégico (CPE) e da Comissão Especial de Enfrentamento à Corrupção (CEC).

O evento é voltado a membros das unidades e ramos do Ministério Público e visa à integração do MP para discutir e disseminar boas práticas institucionais com o enfoque de enfrentar a corrupção, por meio do fortalecimento dos pilares de prevenção primária e de controle.

Com informações do CNMP