No Dia da Consciência Negra, MPAC promove debate sobre gênero, direitos humanos e políticas públicas

Em celebração aos 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Mês da Consciência Negra e 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), realizou, nesta quarta-feira (20), às 14h, no auditório do Palácio da Justiça, o seminário “Gênero, Direitos Humanos e Políticas Públicas”.

Evento teve a presença da vice-procuradora-geral do Trabalho Maria Aparecida Gurgel, da procuradora do Trabalho no Distrito Federal, Ludmila Reis Brito, a promotora de Justiça do Espírito Santo, Maria Clara Mendonça e a advogada acreana e ativista dos direitos humanos Lúcia Ribeiro.

O encontro se deu na forma de uma roda de conversa, em que cada uma das participantes contou sua história de vida e trajetória nos cargos que ocupam e no ativismo pelos direitos humanos e igualdade de gênero. Mediando o diálogo estava a artista, escritora e servidora pública Beth Oliveira.

O dia foi escolhido, segundo a coordenadora do CAV, procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, por sua importância simbólica em relação à luta pelos direitos humanos. “Além de hoje ser o Dia da Consciência Negra, e estarmos em pleno ativismo nos 16 dias Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, também estamos muito próximos de uma pauta histórica, que é o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10/12). Nos tempos atuais a gente precisa, todos os dias, falar sobre isso, e lembrar da existência desse documento. Num dia como hoje é importante que a gente firme posição, principalmente nós, Ministérios Públicos” disse.

O procurador-geral adjunto para assuntos jurídicos, Sammy Barbosa, que na oportunidade representou a procuradora-geral de Justiça Kátia Rejane, destacou a importância das participantes do seminário que, segundo ele, são referência nacional em empoderamento e luta por afirmação de direitos no Ministério Público brasileiro.

Sammy falou ainda em relação à importância de se discutir direitos humanos em dias em que se vê, segundo ele, a ascensão do que chamou de “neo-obscurantismo”. “Para cada ação, há uma reação. Vivemos hoje um momento em que, aparentemente, perdemos a vergonha de manifestar os nossos preconceitos, para isso haverá reação, e este momento é a prova disso. Estamos aqui num momento de reação, de reafirmar a nossa essência, de reafirmar a dignidade da pessoa humana, valor máximo consagrado na Constituição da República”, declarou.

Em sua fala a vice-procuradora-geral do Trabalho, Maria Aparecida Gurgel, falou sobre a importância de provocar mudança, por menor que seja. “Todo esse calendário de eventos importantes, essa salada de informações precisa nos tocar, para que cada um saia daqui com esse toque, com essa mudança. Se a gente puder transformar alguma “partezinha” dos nossos tantos preconceitos, vai ser ótimo e espero colaborar com isso” contou.

Tiago Teles – Agência de Notícias do MPAC