MPAC recebe representantes do movimento agroecológico e traça agenda conjunta

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) se reuniu, na semana passada, com representantes do movimento agroecológico para conhecer melhor seu trabalho e construir uma agenda conjunta visando ao desenvolvimento do hábito da alimentação segura e saudável, assim como o fortalecimento da agricultura orgânica no Estado do Acre.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultura, Habitação e Urbanismo (Caop/Maphu), procuradora de Justiça Rita de Cássia Nogueira Lima, recebeu em seu gabinete organizações não governamentais e ouviu o apelo por uma agricultura que seja benéfica tanto para a saúde como para o meio ambiente.

Dado o crescimento desse segmento e a procura maior por alimentos com menos agrotóxicos, um dos principais pontos levantados foi a necessidade de uma lei no âmbito do estado que institua a política de agroecologia e produção orgânica. O MPAC pode sugerir a elaboração de uma lei nesse sentido e para isso vai estabelecer diálogo com o Legislativo.

Além disso, os produtores familiares pedem apoio do poder público na realização de feiras para que possam apresentar seus produtos e a população tenha acesso a uma variedade maior de alimentos orgânicos. A reivindicação é por espaços e condições adequadas de trabalho.

“Em vários estados, o MP é o principal parceiro dos movimentos de agroecologia, das associações de produtores; e, aqui, a gente veio fazer essa primeira aproximação e traçar estratégias, fazer um planejamento de ações conjuntas voltadas ao fortalecimento da produção, do consumo e da comercialização de orgânicos no estado do Acre”, disse o coordenador da Comissão da Produção Orgânica do Acre (CPOrg/AC), Flávio Quental.

 

Com apoio do Fundo dos Direitos Difusos do Ministério da Justiça, o MPAC vem realizando campanhas para repensar a relação com o meio ambiente e ainda alertar acerca dos riscos que alimentos geneticamente modificados e cultivados com agrotóxicos causam à saúde, levando informação sobre os direitos do consumidor. As campanhas são “Veneno não é comida! Tire os agrotóxicos e transgênicos da mesa!” e “Juntos mudamos o Mundo # Seja sustentável”.

“Nosso objetivo é aproximar o Ministério Público dos produtores orgânicos para entendermos melhor como funciona este sistema, o que está acontecendo e em que podemos ajudar, fortalecendo assim agricultura familiar, aproximando-nos deles e aproximando-os cada vez mais da comunidade”, destacou a coordenadora do Caop/Maphu.

Jaidesson Peres- Agência de Notícias do MPAC