MPAC participa de roda de conversa sobre violência doméstica

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pela procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, participou nesta quarta-feira, 6, de roda de conversa sobre violência doméstica, promovida pela coordenação do curso de Direito do Centro Universitário Uninorte.

A atividade ocorreu no Buffet Maison Borges e reuniu cerca de 500 estudantes da instituição de ensino, como parte da programação da Semana Acadêmica de Direito.

Coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), Patrícia de Amorim Rêgo foi convidada para fazer parte do painel “Violência Doméstica em Debate” e falar sobre a atuação do órgão ministerial no combate a esse tipo de crime. Na oportunidade, a procuradora de Justiça apresentou o cenário da violência contra a mulher no Brasil e no Acre.

Patrícia Rêgo detalhou a função do MPAC de articulador social entre as instituições e a rede de proteção às vítimas de violência doméstica. Além disso, citou iniciativas institucionais importantes para garantir a dignidade da mulher e combater qualquer tipo de preconceito, ações, inclusive, que foram reconhecidas em âmbito nacional.

“O Brasil é um dos países que mais matam mulheres. Uma mulher morre a cada duas horas, em média, em nosso País, e o estado do Acre aparece em primeiro lugar no ranking de feminicídio. Nós estamos muito acima da média nacional, que é de 1,2 mulheres por grupo de cem mil mulheres. No Acre, esse número é ainda maior, 3,2. Ocupamos também o terceiro lugar do país em violência doméstica. Os números de violência sexual também são muito altos”, informou a procuradora de Justiça.

Segundo ela, a violência no Brasil tem raiz na desigualdade social e de gênero, herança da formação patriarcal e machista presente ainda nos dias de hoje na sociedade. “Não podemos naturalizar a violência. Esses números são impactantes, mas não são somente números, são pessoas, são mulheres, mães, que buscam todos os dias o melhor para os seus filhos, que estão em casa, morrem pelo fato de serem mulheres. Por isso precisamos urgente de um olhar humanizado, precisamos nos incomodar e fazer algo.”

A coordenadora do curso do Direito da Uninorte, Silvia Uszacki, explicou que o evento está abordando questões relevantes para a formação de uma visão crítica dos estudantes e aprofundamento na realidade social. A atividade reúne alunos do 1º ao 10º período do curso, que possui atualmente 27 turmas nos turnos da tarde e noite.

“Conhecemos o trabalho da doutora Patrícia Rêgo no combate à violência contra as mulheres e a desigualdade de gênero. Ela já colaborou com a instituição em outros eventos acadêmicos, sempre muito disposta a disseminar conhecimento. Foi uma excelente palestra, que vai contribuir com a formação acadêmica dos alunos”, disse.

A roda de conversa contou também a presença de Isnailda Gondim, advogada e diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Estado de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres; major Alexsandra Rocha, coordenadora do Programa Patrulha Maria da Penha; e Simone Jaques de Azambuja Santiago, subdefensora Pública Geral da Defensoria Pública do Estado do Acre.

Andréia Oliveira – Agência de Notícias do MPAC