MPAC integra megaoperação contra organizações criminosas em 15 estados

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 4, a Operação “Blackout” com o objetivo de desarticular uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC), responsável pela cooptação e cadastro de novos integrantes da facção.

A ação faz parte de uma megaoperação coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), envolvendo Gaecos de dez MPs contra integrantes de organizações criminosas em 15 estados da federação. Foi a primeira ação nacional integrada deste ano que teve como objetivo o cumprimento de 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão.

Os alvos são integrantes de seis facções com atuação no Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

“O Ministério Público brasileiro, por meio do GNCOC e dos Gaecos, vem adotando medidas eficientes no desmantelamento e prisão dos principais líderes das facções criminosas presentes em território nacional. É uma luta baseada na inteligência e com foco na desestruturação desses organismos criminosos violentos. Vamos vencer, tenho certeza disso”, declarou Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, procurador-geral de justiça de Alagoas e coordenador do Grupo Nacional.
O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado.

Operação Blackout

Segundo o Gaeco, a investigação, que durou cerca de três meses, conseguiu identificar ações de interiorização da facção criminosa PCC com a migração de lideranças para a região de Tarauacá – Envira, buscando a consolidação de rotas para o tráfico de drogas.

A partir de Tarauacá, a célula identificada era responsável por realizar os cadastros de novos e antigos membros da facção, bem como por distribuir, entre os quadros, as informações relativas a mudança de codinomes e de responsabilidades.

Ao todo foram cumpridos nove mandados de prisão em Tarauacá, quatro em Sena Madureira e um em Boa Vista (RR), além de dois mandados de busca e apreensão. A operação também ocorreu em Rio Branco.

“Essa ação nacional mostrou mais uma vez que o combate ao crime organizado é uma preocupação do Ministério Público brasileiro, que vem desenvolvendo um trabalho de repressão por meio dos Gaecos nos estados”, afirmou o promotor Bernardo Albano, coordenador- adjunto do Gaeco do MPAC.

No Acre, a operação contou com o apoio do Gaeco do Ministério Público do Estado de Roraima e da Polícia Civil. Entre janeiro e novembro de 2018, o Ministério Público acreano ofereceu 288 denúncias contra integrantes de facções criminosas.