Novo ciclo de gestão do MPAC inicia com Reunião de Acompanhamento Tático-Operacional

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nessa sexta-feira (26), a 19ª Reunião de Acompanhamento Tático-Operacional, bem como, a 2ª Reunião de Análise da Estratégica. O encontro marca, oficialmente, o início da gestão da procuradora-geral de Justiça do MP acreano, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues.

Além de uma apresentação da avaliação de efetividade do MPAC na perspectiva do cidadão, membros e servidores da instituição foram ministrados com palestras sobre a valorização da vida, proferidas pelo corregedor nacional do Ministério Público Brasileiro, Orlando Rochadel, e pelo médico cardiologista Fernando Augusto Alves da Costa, de São Paulo.

“Estou muito feliz em iniciar uma gestão com dois palestrantes de altíssima qualidade, colocando a valorização da vida sobre enfoques diferentes, no enfoque jurídico e empírico dado pelo doutor Rochadel, que implementou, no MP de Sergipe, quando procurador-geral, programas que visavam à melhoria institucional por meio da humanização, e o doutor Fernando, cardiologista renomado, que nos trouxe uma mensagem de como podemos melhorar a nossa vida, a autoestima, com pequenos gestos e atitudes com reflexos na vida pessoal e profissional”, diz Kátia Rejane.

 

Uma função que impõe sacrifícios

Com a palestra intitulada ‘A Corregedoria Nacional frente aos novos desafios do Ministério Público Brasileiro’, Orlando Rochadel falou sobre a atuação da Corregedoria nas áreas disciplinares, de correições e de inspeções de uma forma diferente. Segundo ele, a Corregedoria Nacional tem visitado unidades ministeriais de todo o Brasil, procurando implantar um processo de humanização nas atividades.

“Queremos saber de nossos membros e servidores como está o cuidado com a parte física, mental e espiritual. Vivemos uma verdadeira epidemia de depressão. Isso é muito sério. Nossa função, enquanto integrantes do Ministério Público, é uma função muito dura, que impõe muitos sacrifícios. Não temos como fugir disso. Precisamos trabalhar formas de superar essa realidade. Além das metas institucionais, nos preocupamos com o equilíbrio e bem-estar de todos que fazem parte do Ministério Público”, disse o corregedor nacional.

 

Palestrante aconselha membros e servidores a cuidarem mais da saúde

Ao proferir a palestra ‘Doenças Cardiovasculares – Números atuais e estratégias de combater esta epidemia’, o médico cardiovascular Fernando Augusto considerou alarmantes os índices de morte pela doença no Brasil.

“Cerca de 30% de todas as mortes ocorridas no Brasil é por uma doença cardiovascular. Isso é catastrófico”, revelou.

Segundo ele, existe um conjunto de problemas que devem ser analisados como fatores de risco: os considerados clássicos, como hipertensão, diabetes, obesidade e sedentarismo, bem como, as agravantes provocadas por ansiedade e estresse.

“O indivíduo que serve à Justiça, que vê essa parte estrutural da vida pública, muitas vezes, costuma levar o problema que o trabalho lhe impõe para casa, não digere, e isso é um fator de risco. A gente deseja que esses profissionais entendam que é necessário mudar a forma de vida. A perspectiva da doença está relacionada com essas condições”, explica.

 

Reunião de Análise Estratégica: Uma análise da visão de futuro

Anualmente, no contexto do planejamento estratégico, o Ministério Público do Acre faz uma avaliação dos resultados do conjunto da gestão, da execução dos projetos e da atuação, por um único indicador, chamado no mapa estratégico de visão do futuro.

Essa foi a abordagem da 2ª Reunião de Análise Estratégica, realizada dentro da Reunião Tático-Operacional dessa sexta-feira. Na ocasião, a diretora de Planejamento e Gestão Estratégica, Beth Oliveira, falou sobre os indicadores que medem com que qualidade, quantidade e efetividade o MPAC chega às pessoas que, de fato, precisam dos seus diretos e da sua cidadania assegurados.

Os resultados e o desempenho, medidos por pesquisas de imagem institucional, realizadas nos anos de 2015 e 2017, tem como respaldo a opinião da sociedade.

As pesquisas foram realizadas em períodos de uma semana em locais e pontos estratégicos de grande concentração de pessoas de todas as idades e classes sociais na cidade de Rio Branco. Nelas, o MP despontou na 1ª opção como instituição defensora da sociedade.

“Nós perguntamos ao cidadão em que medida o Ministério Público é o defensor da sociedade e percebemos que melhoramos o nosso desempenho em quase cinco pontos percentuais entre uma pesquisa e outra”, ressalta Beth Oliveira.

Os resultados apontam o crescimento efetivo do MP com a população conhecendo e procurando mais os seus serviços, além do crescimento e melhor desempenho da qualidade no atendimento.

O crescimento

A diretora atribui o crescimento à expansão física e à intensificação do diálogo/articulação do MPAC, bem como, à capacidade da população em assimilar quem é o Ministério Público e o que ele faz.

“O MPAC expandiu em tamanho. Está presente nos 22 municípios acreanos, sendo que, apenas cinco não têm, ainda, uma estrutura física da instituição”.

O crescimento a que a diretora se refere também diz respeito ao salto expressivo no quantitativo de membros do MPAC para atender à sociedade, de 55 para 66 promotores de Justiça, e de 14 para 18 procuradores.

Sobre a intensificação na efetivação de políticas públicas de saúde, educação, segurança pública e assistência social, por exemplo, Beth Oliveira destaca: “O MP chegou às comunidades por meio de operações de combate às organizações criminosas, por exemplo, assim como, na assistência social e na saúde da comunidade, quando discutiu questões como o aumento de suicídios, crimes contra dignidade sexual de crianças e adolescentes, a efetivação e o reconhecimento de um nome social, entre outros”.

Por meio do ‘MP na Comunidade’, a relação entre o Ministério Público e o cidadão também ganhou novos parâmetros, quando membros saíram de seus gabinetes e servidores, de suas funções tipicamente administrativas, para atender comunidades de elevado índice de vulnerabilidade social na capital e no interior do estado.

“O MP acreano é um grande articulador de políticas publicas, mas, por meio do ‘MP na Comunidade’ promoveu um atendimento de ponta direto ao cidadão nas comunidades que mais precisam. Nesse contexto, chegou perto, pegou na mão e atendeu quase 50 mil pessoas no estado. Isso é um avanço”, finaliza a diretora.

André Ricardo – Agência de Notícias do MPAC

Foto: Tiago Teles