MPAC reúne Sesacre e gestores do Huerb para corrigir irregularidades

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) reuniu, nesta terça-feira (3), a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e gestores do Hospital de Urgência Emergência de Rio Branco (Huerb) para cobrar providências em relação ao adequado funcionamento da unidade de saúde.

A reunião foi convocada pelo promotor de Justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro, da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, e contou com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil — seccional Acre, Conselho Regional de Medicina (CRM) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

Segundo o promotor, o encontro é o desdobramento de uma inspeção conjunta do MPAC, Coren, CRM e OAB realizada no início do ano. “Após a chegada de todos os relatórios da inspeção, a gente chamou para uma reunião ampliada com a Secretaria de Estado de Saúde e com os responsáveis a respeito das providências que devem ser tomadas a fim de melhorar o atendimento e superar as diversas irregularidades constatadas no Huerb”, disse.

Glaucio Oshiro destacou que depois dessa inspeção foram realizadas várias visitas à unidade de saúde, mas até então as melhorias não haviam ainda sido implantadas. “Fizemos inspeções no Huerb. Praticamente todas as semanas, após a inspeção conjunta, ao menos uma visita semanal está sendo realizada e, infelizmente, constatamos que o cenário não está mudando”, lamentou o promotor.

Ao final do encontro, foi formado um grupo de trabalho de gestores do Huerb que vai remeter relatórios, no prazo de 15 e 30 dias, apontando medidas que foram tomadas para sanar as irregularidades, com a participação ainda da Casa Civil e Sesacre.

Motivada por denúncias, a inspeção conjunta realizada em abril constatou várias irregularidades envolvendo a estrutura da unidade, falta de medicamentos, carência de insumos básicos, demoras no atendimento e insuficiência de profissionais. Na inspeção, foram visitados os setores de observação adulta, emergência, enfermarias e farmácia.

A perspectiva do MPAC é de que, se no prazo de 30 dias não houver mudanças significativas, providências mais incisivas deverão ser tomadas.

Jaidesson Peres- Agência de Notícias do MPAC

Fotos: Jean Oliveira