MPAC e governo do Acre reafirmam união contra crime organizado

O procurador-geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, acompanhado do secretário-geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Celso Jerônimo de Souza, além do procurador Sammy Barbosa Lopes, reuniu-se com o governador Tião Viana, na terça-feira, 05, na Representação do Governo do Estado do Acre, em Brasília (DF).

A chefe da Casa Civil, Márcia Regina Pereira, e o procurador do Estado, Armando Melo, também estiveram presentes. Na ocasião, as autoridades avaliaram os resultados obtidos por meio dos esforços conjuntos empreendidos no combate ao crime organizado no Estado.

Nos últimos 18 meses, o MPAC ofereceu denúncia contra mais de 600 integrantes e líderes de facções criminosas, além da recuperação de R$ 5,5 milhões em bens apreendidos e valores bloqueados. Todas as operações desencadeadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tiveram o apoio da Polícia Civil, que da mesma forma, contou com a parceria do MP acreano.

“Temos uma cooperação com o Ministério Público do Acre em defesa não apenas do Acre, como também do Brasil. Estamos avaliando os resultados e discutindo como podemos avançar ainda mais com essa agenda positiva”, declarou Tião Viana.

 

Carta Acre

Outro assunto discutido foi a Carta Acre, um pacto de união institucional pela segurança pública, assinada por vinte chefes dos executivos estaduais, em outubro deste ano, durante 1º Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras.

O governador informou que estão sendo encaminhados os projetos para construção de dois presídios no Acre, sendo um federal, e o outro estadual, como resultado concreto da reunião realizada em agosto entre chefes do Executivo, Legislativo, MPAC e Judiciário com o presidente da República, Michel Temer, sobre o sistema prisional. O pacto firmado em Rio Branco também é fruto desse encontro.

Na oportunidade, o procurador-geral entregou ao presidente o relatório de um estudo realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) sobre as fronteiras. “Esse estudo prova que temos um problema sério relacionado ao tráfico de drogas, e de que forma, contribui para o crescimento das organizações criminosas no Estado. Estamos travando uma luta constante contra o crime organizado e a união de esforços foi fundamental para os resultados que temos alcançado”, comentou.

Kelly Souza- Agência de Notícias do MPAC