MPAC assina parceria com a Microsoft para uso de tecnologia de nuvem

Junto a Microsoft – segunda maior empresa mundial de tecnologia – o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) firmou um contrato, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que tem por objetivo a subscrição de licenças de uso de tecnologia de nuvem, para padronizar o licenciamento dos produtos e softwares existentes, para atender a demandas de uso de tecnologia no MPAC.

Por ser uma tendência recente de tecnologia, a computação em nuvem tem como objetivo, proporcionar serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) sob demanda com baixo custo e alta disponibilidade, com pagamento baseado no uso. A infraestrutura de ambiente de computação em nuvem normalmente é composta por um grande número de máquinas físicas e virtualizadas, hospedadas no mesmo espaço físico ou separadas, com alta disponibilidade, interligada através da Internet.

Para Oswaldo D’Albuquerque, a aquisição de uma solução tecnológica flexível, segura, redundante e com baixo custo de investimento inicial, se faz viável quando da necessidade do MPAC de modernizar seus processos e sistemas, contribuindo para o alcance de um estágio avançado de maturidade gerencial e organizacional, condizente com os desafios impostos pelos novos patamares de recursos e demandas.

“Esse novo modelo tornará mais simples uma série de questões comuns a TI, como a falta de capacidade de expansão e a demora na implantação de sistemas, nos quais as defesas baseadas em nuvem muitas vezes são mais robustas, escaláveis, eficientes e baratas se comparadas às soluções internas, em razão da especialização dos provedores e do ganho de escala”, destacou o procurador-geral.

Entre janeiro e agosto de 2017, o MPAC realizou um levantamento cujo objetivo foi identificar os mais relevantes riscos em contratações por parte da Administração Pública, de serviços de computação em nuvem.

O diretor de Tecnologia da Informação do MPAC, Roberto Romanholo, explicou que o trabalho abordou aspectos que tem como princípios, conceitos e modelos de computação em nuvem, vantagens da adoção da tecnologia, modelos de comercialização de serviços, normas e padrões internacionais, quadro normativo brasileiro, até o panorama atual da contratação de serviços de computação em nuvem, conforme modelo do Plano de Tecnologia da Informação do MPAC.

“Desse levantamento concluímos que o modelo de computação em nuvem pode trazer diversos benefícios, dentre eles a redução de custos de infraestrutura e de serviços de Tecnologia da Informação devido a ganhos de escala e otimização da produtividade da equipe de TI, melhorando o suporte de operações de missão crítica e dando uma maior disponibilidade dos serviços e produtividade do usuário final”, conta o diretor.

Como resultado, também observou-se uma resistência a ataques contra a disponibilidade dos serviços e uma redução do tempo para implementação de novos serviços e ciclo mais rápido de inovação. Para o MPAC, a adoção de computação em nuvem traz outros diversos benefícios adicionais.

“Significa uma maior agilidade da administração na entrega de serviços e em sua atualização tecnológica. Outro benefício é o atendimento a picos de demanda sazonal de serviços públicos pela Internet, sem necessidade de alocar grande quantidade de recursos fixos” detalhou Romanholo.

Funções, vantagens e benefícios

 Os benefícios oferecidos por esse novo serviço permitem o foco nas funções essenciais da organização. Além dos benefícios esperados pela terceirização em geral, o modelo traz benefícios específicos como: maior disponibilidade, flexibilidade da oferta do serviço em função de variações na demanda, menor dependência de pessoal qualificado, possível redução de vários riscos de segurança, pagamento por uso efetivo de recursos e potencial redução de custos.

Entre as características principais da computação em nuvem, constam o auto-provisionamento sob demanda (“on-demand self-service”); acesso amplo pela rede (“broad network access”); compartilhamento através de pool de recursos (“resource pooling”);rápida elasticidade e serviços medidos por utilização (“measured service”).

A parceria garante ao MPAC, o acesso a ferramentas essenciais para a prestação dos serviços de Tecnologia da Informação em suas edições mais atualizadas, bem como, usufruir de recursos de automatização que fazem parte da maioria das instituições que demandem alta vazão nas suas rotinas e centralização do gerenciamento de todos os pontos (Procuradorias e Promotorias).

Alta tecnologia com respeito ao meio ambiente

 A computação em nuvem também traz vantagens em sustentabilidade ambiental. A nuvem é, em geral, mais eficiente do que a infraestrutura própria de TI, pois quando a demanda por recursos computacionais de determinado cliente diminui, esses são realocados para atender às necessidades de outros clientes.

“Assim, o uso de recursos de infraestrutura física, como energia elétrica e ar condicionado, que seriam utilizados mesmo em situações de ociosidade da infraestrutura de TI em data centers próprios, seria otimizado em ambiente de nuvem”, conta Romanholo.

A parceria prevê, ainda, a contratação de uma empresa que inclui serviços de hospedagem, armazenamento e processamento de seus sistemas e aplicativos, os quais o MPAC identifica como pré-requisitos mandatórios para a contratação de uma solução de nuvem hibrida.

Ana Paula Pojo – Agência de Notícias do MPAC