Centro de Atendimento à Vítima realiza aula filosófica com crianças da Cidade do Povo

40 crianças do 4º ano da escola de ensino fundamental Frei André Ficarelli, da Cidade do Povo, participaram, na tarde desta segunda-feira, 4, de uma aula filosófica organizada pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV), e ministrada pelo professor e filósofo Marcos Afonso.

A ação é o embrião de um projeto que tem a intenção de minimizar os índices de violência dentro do ambiente escolar, e surgiu após o MP na Comunidade, realizado na Cidade do Povo, quando foram identificadas demandas relacionadas a indisciplina de alunos, falta de interesse,etc.

A aula abordou a temática do respeito e tolerância pelo próximo, utilizando recursos didáticos e filosóficos para falar sobre as diferenças e empatia.Usando as palavras amor, verdade, justiça e beleza, o filósofo Marcos Afonso instigou os pequenos a pensarem no futuro com esperança, sem violência e com amor à arte e ao próximo.

“Tudo isso que eu falei está nos quatro pilares da educação da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco): aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; e aprender a ser”, contou o professor.

 

Arte que une

Após a aula, as crianças foram estimuladas a desenhar e pintar o que haviam aprendido. Os desenhos devem ser emoldurados em folha de papel reciclado e expostos na sala do Centro de Atendimento à Vítima.

A coordenadora do CAV, procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, contou que a intenção é enaltecer o trabalho dos alunos, incentivar as produções artísticas e o convívio respeitoso entre eles.  “Quem sabe daqui não sai um grande artista? Tô ansiosa pra ver os trabalhos”, disse.

Segundo o proposto pela equipe do CAV, o exercício não se limita ao âmbito do MPAC, é preciso que os professores sejam multiplicadores desse pensamento filosófico e estimulem os alunos a produzir uma redação com o mesmo tema, selecionando as 10 melhores para serem divulgadas.

 

 

 

 

Rosa Maria, professora da turma, contou que já trabalha o respeito e a tolerância dentro da sala de aula, quando tenta estimular os pequenos a pensar o diferente com amor. “Agradeço por ter sido escolhida. Vou dar continuidade em sala de aula, para que eles apliquem em sociedade e no meio familiar”, conclui a docente.

Como a aula filosófica ainda é o início de um trabalho maior, o próximo passo deve ser o desenvolvimento de um projeto, para levar a experiência até outras escolas e públicos.

 

Tiago Teles – Agência de Notícias do MPAC